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Operação da PF afasta cinco servidores da prefeitura após investigação de ameaças contra ex-candidata a prefeita e compra de votos no Paraná
PF faz operação contra corrupção eleitoral em São Miguel do Iguaçu
A Polícia Federal afastou cinco servidores da prefeitura de São Miguel do Iguaçu, no
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A Polícia Federal afastou cinco servidores da prefeitura de São Miguel do Iguaçu, no...
10/03/2026 15:41
Operação da PF afasta cinco servidores da prefeitura após investigação de ameaças contra ex-candidata a prefeita e compra de votos no Paraná (Foto: Reprodução)
PF faz operação contra corrupção eleitoral em São Miguel do Iguaçu
A Polícia Federal afastou cinco servidores da prefeitura de São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná, durante uma operação realizada nesta terça-feira (10).
A medida foi determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná após investigação que apura ameaças contra a ex-candidata à prefeitura Rejane Christ (União) e suspeitas de compra de votos nas eleições municipais de 2024.
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Os servidores foram afastados por180 dias, com perda de salário. Entre eles estão servidores que ocupavam cargos de chefia em áreas como sinalização viária, iniciação esportiva e a Secretaria de Viação, além de uma servidora da área da saúde responsável por agendar consultas e exames.
Os nomes dos servidores não foram divulgados pela Polícia Federal.
Segundo a polícia, além dos afastamentos, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão.
Durante as buscas, os agentes apreenderam celulares, computadores, documentos e uma arma de fogo com munições.
Servidores de São Miguel do Iguaçu são alvos de operação da Polícia Federal
Polícia Federal
Em nota, a prefeitura de São Miguel do Iguaçu afirmou que não recebeu comunicação oficial da Polícia Federal ou da Justiça Eleitoral sobre a operação até o momento e disse que não teve acesso ao conteúdo da investigação.
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Ameaças contra candidata
Ex candidata a prefeita foi alvo de ameaças
Polícia Federal
A operação investiga ameaças e perseguições contra a ex-candidata à prefeitura Rejane Christ, do União Brasil, durante a campanha eleitoral de 2024.
De acordo com as investigações, a candidata foi alvo de ameaças de morte, perseguição de veículos e emboscadas durante o período eleitoral.
"Os ataques foram desde ameaças veladas e mensagens intimidatórias, tendo como primeiro grande incidente a entrega de um bilhete, acompanhado de uma bala de revólver, numa tentativa clara de me constranger e forçar minha desistência da candidatura. Depois, evoluíram para perseguições e tentativas de emboscada", disse Rejane ao g1.
Em um dos episódios, ela recebeu um bilhete com a frase “Desista, professorinha” acompanhado de uma bala de revólver.
Ela contou que, apesar do medo e da intimidação, não desistiu do pleito eleitoral.
No entanto, por causa das ameaças, a segurança da candidata foi reforçada e houve aumento do efetivo policial durante o período da eleição.
Suspeita de compra de votos
A Polícia Federal também apura indícios de compra de votos e uso indevido da estrutura da prefeitura para beneficiar aliados políticos.
Segundo os investigadores, há suspeita de liberação irregular de consultas e exames médicos em troca de apoio eleitoral, além de nomeações para cargos comissionados ligadas ao esquema.
Policiais realizaram 11 mandados de busca e apreensão
Polícia Federal
Os investigados podem responder por corrupção eleitoral, violência política de gênero, associação criminosa armada e transporte irregular de eleitores.
Somadas, as penas podem chegar a 18 anos e 6 meses de prisão, segundo a PF.
Violência política de gênero é crime desde 2021
A operação acontece no ano em que a Lei nº 14.192/2021, que criminaliza a violência política de gênero, completa quatro anos. A norma alterou o Código Eleitoral e estabeleceu mecanismos para prevenir, reprimir e combater a violência contra mulheres no exercício de seus direitos políticos.
A legislação também garante a participação de mulheres em debates eleitorais e prevê punição para a divulgação de informações falsas ou vídeos inverídicos durante a campanha.
Desde a criação da lei, até o ano de 2024, o Grupo de Trabalho de Prevenção e Combate à Violência Política de Gênero (GT-VPG), vinculado ao Ministério Público Federal (MPF), recebeu 215 denúncias em todo o país — uma média de seis por mês. Os casos envolvem ofensas, transfobia, agressões físicas, violência psicológica, moral e sexual.
Mulheres que sintam vítimas de violência política de gênero podem denunciar os episódios por meio do canal oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Levantamento mostra que 43% das mulheres sofrem violência de gênero na política
Mulheres ainda enfrentam barreiras
Mesmo representando 51% da população paranaense, as mulheres seguem sub-representadas na política local. Das 399 cidades do estado, 72% (287 municípios) não elegeram nenhuma mulher para o cargo de prefeita desde o ano 2000, segundo dados do TSE.
Em 2020, apenas 9% (37) prefeitas foram eleitas no Paraná. Em 2024, as mulheres representaram 13% das candidaturas e o número pleitos permanece o mesmo, apenas 9% (36) foram eleitas para os cargos de chefia do Executivo municipal.
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