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24/02/2026 17:35
Irmãos foragidos pela morte de grávida no PR se entregam à polícia e dizem que pretendiam atacar o marido dela por 'vingança' (Foto: Reprodução)
Mulher grávida é baleada na cabeça durante invasão a casa em Ponta Grossa
Os irmãos Samuel da Silva Gravonski e Mario Gravonski Junior foram presos depois que se apresentaram à Polícia Civil (PC-PR) em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, na tarde de segunda-feira (23).
Os dois eram considerados foragidos desde o início de fevereiro, depois que foram apontados como os principais suspeitos pela morte de Susana Ferreira Correia, de 40 anos.
A mulher, que estava grávida de quatro meses, foi baleada dentro da própria casa. Os suspeitos invadiram o local e a amarraram. Pouco depois, o marido dela chegou e entrou em luta corporal com um dos invasores. Durante a briga, o outro suspeito disparou e atingiu Susana.
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Depois do crime, Samuel da Silva Gravonski e Mario Gravonski Junior fugiram. Câmeras de segurança registraram os dois saindo da casa da vítima. Em seguida, a polícia encontrou o carro usado no crime abandonado no mesmo bairro.
Segundo as investigações, os irmãos invadiram a residência com o objetivo de atingir o marido de Susana, motivados por um suposto "acerto de contas".
"O crime foi motivado por um desejo de vingança dos irmãos, relacionado ao latrocínio do pai deles, ocorrido no ano de 2008 – crime que eles acreditavam ter participação do marido da vítima", detalhou o delegado Luís Gustavo Timossi.
Segundo o delegado, a investigação aponta que não há qualquer prova de que o marido de Susana tenha participado do latrocínio que vitimou o pai dos investigados. De acordo com ele, a suspeita surgiu a partir de boatos que circularam na época, mas que não foram comprovados.
“O que a investigação aponta é que, à época dos fatos, surgiram boatos de envolvimento deste rapaz, algo que não foi comprovado nem naquela época nem agora”, afirmou.
Os dois se apresentaram à polícia acompanhados de advogados. Durante o interrogatório, um deles afirmou que estava arrependido e disse que "não era para ter acontecido com a moça", complementando que "o objetivo não era esse". Ele não respondeu a mais questionamentos. O outro preso ficou em silêncio.
Por meio de nota, o advogado que representa os irmãos afirmou que eles "visavam, em um ato de desespero e dor em razão da impunidade, atingir o assassino do pai deles". Leia a íntegra ao final da reportagem.
O g1 entrou em contato com a família de Susana para tentar localizar o advogado do marido da vítima, mas não teve retorno até o momento.
Susana tinha quatro filho e estava grávida do quinto
Reprodução/ Rede Sociais
Susana tinha quatro filhos e estava grávida do quinto. Ela trabalhava como diarista em Ponta Grossa. A gestante foi baleada na nuca e, antes de morrer, ficou internada em estado grave em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por dois dias.
Além dos irmãos, um terceiro homem, que não teve o nome divulgado, está preso e é investigado por porte ilegal de arma de fogo. Segundo o delegado, há indícios de que ele estava em posse da arma utilizada no crime antes e depois da invasão à casa da vítima.
Outro homem, que chegou a ser preso no início das investigações e posteriormente foi solto, também é investigado. Conforme Timossi, as provas apontam que ele teria ido até a residência do irmão de um dos investigados para buscar a arma com o objetivo de ocultá-la. Ele também não teve o nome revelado.
Prisão por engano durante as investigações
Horas após a morte de Susana, dois homens, de 19 e 22 anos, foram presos suspeitos de envolvimento no crime. Um deles foi solto após provar que havia sido detido por engano.
Segundo o advogado do rapaz, a prisão ocorreu de "forma circunstancial", após a polícia chegar a um endereço ligado ao carro usado na fuga.
O veículo havia sido vendido a uma terceira pessoa, mas ainda constava em nome do irmão do investigado pela morte da gestante. O advogado afirma que o jovem detido estava no local por coincidência e não tinha relação com o crime.
A Polícia Civil analisou as provas e reavaliou depoimentos. Comprovantes de PIX, vídeos e metadados de celulares ajudaram a provar que o jovem não estava envolvido na morte de Susana.
No pedido de concessão de liberdade, consta que a defesa dele conseguiu provar que o rapaz estava a quase 11 quilômetros do local do crime, no horário da invasão:
às 20h14, ele estava na Avenida Vicente Machado, comemorando o título de um time de futebol;
às 20h48 — horário em que o crime aconteceu — ele fez um pagamento em uma lanchonete no bairro Oficinas;
às 22h30, ele foi abordado pela Polícia, enquanto estava com a namorada dentro do carro dele, em frente à casa um suspeito de participar do crime.
"O suposto crime teria ocorrido às 20:45 e, há indícios de que a esse horário o investigado estaria em lanchonete, conforme informações repassadas por sua namorada, a qual apresentou documentos (imagens e vídeos) de seu celular, e pelo próprio investigado, que apresentou comprovante de pagamento via Pix", aponta a decisão do Juiz Luiz Carlos Fortes Bittencourt.
Na época, a Polícia Militar do Paraná não retornou os contatos feitos pelo g1 para um posicionamento.
O que diz a defesa dos presos
Leia a íntegra do posicionamento da defesa de Samuel da Silva Gravonski e Mario Gravonski Junior:
"Samuel e Mário Gravonski se apresentaram hoje para cumprir o Mandado de Prisão referente ao caso de Suzana Ferreira Correia. A apresentação voluntária deles já vinha sendo combinada com o Setor de Homicídios há mais de uma semana, e a apresentação deles ocorreu tão logo foi liberado acesso à Defesa ao conteúdo da Investigação.
Eles se entregaram manifestando seu arrependimento e pedindo perdão à família de Suzana, pois os irmãos Gravonski visavam, em um ato de desespero e dor em razão da impunidade, atingir o assassino do pai deles.
Neste momento, as informações são preliminares e a defesa acompanhará o caso com ênfase em ajudar na elucidação perfeita de todos os detalhes dessa história, pois a pretensão de Samuel e Mário é responder ao processo de acordo com o que a lei determina."
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