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Mulher sente 'dor de garganta', descobre infecção no peito e morre após passar por cirurgia, no Paraná

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Mulher sente 'dor de garganta', descobre infecção no peito e morre após passar por cirurgia, no Paraná
Mulher sente 'dor de garganta', descobre infecção no peito e morre após passar por cirurgia, no Paraná (Foto: Reprodução)

Jessica morava em Apucarana e morreu aos 39 anos. Cedidas pela família Jessica Glaciele de Assis, de 39 anos, morreu em Londrina, no norte do Paraná, seis dias após buscar atendimento pela primeira vez para tratar o que achou que se tratava apenas de uma dor de garganta. De acordo com o marido, André Baganha, o diagóstico final confirmou que ela estava com abscesso retrofaríngeo - infecção bacteriana atrás da faringe -, que causou mediastinite - infecção na cavidade torácica, onde ficam os pulmões, o coração e outros órgãos. ✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp O casal é de Apucarana, que fica a 55 quilômetros de distância de Londrina. Segundo André, eles procuraram atendimento para Jessica na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Apucarana nos dias 18, 19 e 20 de fevereiro. "Passaram o medicamento para ela e ela tentou engolir em casa, não conseguiu", o marido contou ao g1. "Na quinta (19), retornou lá e foram dar medicamento de novo falando que era garganta. Só que não tinha inchaço na garganta, nada, mas a garganta estava fechando. Foram dar medicamento de novo pra ela. Ela falou: 'não estou conseguindo engolir'. [...] Na sexta (20) teve que retornar, e já estava pior a dor na garganta. Aí uma médica falou: 'isso não é dor de garganta, isso é uma dor interna'", André lembra. Ao g1, o município informou que o atendimento foi feito conforme o quadro da paciente. Porém, será feita uma análise técnica sobre o caso. Leia mais abaixo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Jessica, então, foi transferida para o Hospital da Providência, em Apucarana. André ressalta que havia um pedido de realização de uma tomografia para avaliar a extensão da infecção. Entretanto, o exame não foi realizado no dia 20. Leia também: Londrina: Câmara Municipal no Paraná aprova requerimento de urgência para vetar participação de jogadora trans na semifinal da Copa Brasil de Vôlei Feminino Investigação: Ex-secretária de cidade do PR é suspeita de usar acesso às contas de município para pegar R$ 152 mil e é presa ao planejar sair do país, diz MP Saúde: Bebê que vive com intestino 6 vezes menor que o ideal ganha alta após ficar internado desde o nascimento, no Paraná Espera por exame Conforme André, Jessica foi colocada em um leito do Hospital da Providência por volta das 17h do dia 20 de fevereiro. A tomografia foi feita às 16h de sábado (21). O marido relatou ter sido comunicado que houve demora porque a máquina que realiza o exame estava quebrada. "Demoraram. Tiraram a tomografia e vieram me falar que era sério, que ela estava com o peito todo infeccionado, pelo fato da infecção ter descido", André contou. Foi solicitada, então, a transferência ao Hospital Universitário (HU) de Londrina. Antes, a equipe médica colocou drenos para retirar pus. André disse ao g1 que a esposa, naquele momento, não conseguia mais se comunicar. O inchaço na garganta impedia a voz de sair e ela também sentia dores no peito. O g1 entrou em contato com o Hospital da Providência, nesta quinta (26) e sexta-feira (27), e questionou sobre o atendimento realizado em Jessica, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem. Jessica em uma das competições de corrida que participou. Cedidas pela família Cirurgia Jessica chegou ao HU de Londrina às 0h30, de acordo com o hospital. No mesmo dia, ela realizou uma cirurgia que o marido se lembra ter durado aproximadamente sete horas. Neste procedimento cirúrgico, segundo o marido, os médicos também drenaram o pus da infecção na caixa torácica. "Foram colocados dois drenos de cada lado do tórax e um no pescoço", ele explicou. Jessica ficou em um leito da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em coma induzido. Entre segunda (23) e terça-feira (24), ela apresentou uma piora no estado de saúde e teve uma parada cardiorrespiratória. A morte dela foi confirmada às 6h46 de terça. Causa da morte O atestado de óbito de Jessica classificou que as causas da morte foram sepse, mediastinite e abscesso retrofaringeo. André contou ao g1 que a equipe médica do HU considerou que a infecção no pescoço pode ter sido causada por um dente inflamado. "Só que ela não sentia o dente. Não estava sentindo o dente, sentia atrás da garganta. A inflamação pelo jeito desceu de um dente para o pescoço e do pescoço para o peito", o marido disse. Quem é Jessica Jessica prativa crossfit e corrida. Cedidas pela família Jessica tem duas filhas, de oito e 20 anos, e foi casada com André por 16 anos. Ela trabalhava em um clube de lazer de Apucarana. Ela compartilhava nas redes sociais a vida ativa que levava, com prática de crossfit e corridas. "Era uma pessoa que se alimentava bem, cuidava do corpo, se alimentava muito, muito bem. E aconteceu isso, essa fatalidade. Eu estive todo o tempo junto com ela", o marido lamenta. Município se manifesta Veja abaixo a nota na íntegra enviada pela Prefeitura de Apucarana sobre os primeiros atendimentos prestados à Jessica. "A Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana manifesta solidariedade e profundo pesar pelo falecimento da Sra. Jéssica Glaciele de Assis, e se coloca à disposição da família para acolhimento e esclarecimentos pelos canais institucionais. Diante das informações divulgadas na imprensa, informamos que a Autarquia já iniciou análise técnica e administrativa do episódio, com foco restrito ao atendimento prestado na UPA de Apucarana, que é a unidade sob gestão municipal. As etapas assistenciais ocorridas em serviços hospitalares e em outros municípios seguem governança própria e serão tratadas, quando necessário, com as respectivas instituições e órgãos competentes. De forma objetiva, conforme registros assistenciais, a paciente recebeu o atendimento necessário conforme o quadro apresentado, passou por acolhimento com classificação de risco e avaliações médicas na UPA em mais de uma oportunidade e recebeu condutas compatíveis com o quadro apresentado em cada momento, incluindo medicação, reavaliações e, quando indicado, solicitação e realização de exames laboratoriais, diferente do que foi noticiado na mídia. No dia em que houve suspeita clínica de condição de maior gravidade/complexidade, foi realizado o encaminhamento para serviço hospitalar, conforme fluxo do SUS. A Autarquia ressalta que não emite juízo definitivo antes da conclusão da apuração. A revisão inclui checagem de prontuários, tempos assistenciais, protocolos aplicáveis, fluxos de referência/contrarreferência e oitiva dos profissionais envolvidos. Se forem identificadas inconformidades, serão adotadas todas as medidas cabíveis, além de ações de melhoria (reforço de protocolos, capacitações e revisão de fluxos), para reduzir riscos e evitar que situações semelhantes se repitam. Por respeito ao sigilo profissional e à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), não serão divulgados detalhes clínicos individualizados além do estritamente necessário. Reiteramos nosso compromisso com a transparência institucional, a segurança do paciente e a qualidade do atendimento prestado à população." Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Norte e Noroeste.

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